EX-CONSELHEIRA DO CRA-RN DEDICA MENSAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Lúcia Almira de Medeiros Chacon, ex-conselheira do Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Norte (CRA-RN) e professora aposentada da UFRN, homenageia todas as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher.

Confira a mensagem na íntegra.

Mulher: comemoração internacional

Na semana em que é comemorado o "DIA INTERNACIONAL DA MULHER", nada mais justo que prestar, inicialmente, alguns esclarecimentos aos leitores sobre a origem da data.

Embora comemorado a partir do início do século XX, a data nasceu para lembrar o protesto, ocorrido em 8 de março de 1857, contra as más condições de trabalho impostas a um grupo de operárias de uma fábrica de tecidos. Elas fizeram uma grande greve, reivindicando melhores condições de trabalho e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência, quando aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato desumano.

Em 1910 ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, sendo, no ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher comemorado por mais de 1 milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça, estendendo-se, posteriormente, ao Ocidente na década de 20 e depois revitalizado, internacionalmente, pelo movimento feminista. Assim, embora no período colonial a mulher fosse tida com uma propriedade (inicialmente do pai e depois do marido), isto deixou de ser realidade na atualidade. Os objetivos de vida femininos não são mais apenas casar, ter filhos e constituir uma família, vão mais além englobando também uma carreira e realização profissional.

Por tudo isto, esclareço, para que se entenda melhor o fenômeno, a importância da origem da data, mas este não é o real objetivo do presente texto. Ele se reporta, principalmente, à vontade de homenagear a mulher em todos os sentidos. Os leitores podem achar esta homenagem suspeita por estar sendo feita por uma mulher. Esta mulher, porém, como qualquer outra, tem ou teve mãe, irmã, tia, avó, prima, cunhada, além de amigas de várias profissões, e é em todas elas que se baseia, para prestar esta homenagem.

Orgulho-me de ser mulher ao olhar para a história e reconhecer grandes revoluções provocadas pela ação de mulheres fortemente frágeis, indissoluvelmente honestas, suavemente profundas, altruisticamente compassivas e sensivelmente corajosas, na ordem do mundo, mas, principalmente, no dia a dia, através dos braços, colo e sorriso das inúmeras mães, donas de casa, profissionais, empresárias, atletas, professoras, escritoras, cozinheiras, crianças, tias, avós, sobrinhas, esposas, viúvas, doutoras, matriarcas...

Desenvolvimento, maturidade, emancipação da mulher, não devem significar uma pretensão de igualdade – de uniformidade – com o homem, uma imitação do modo de atuar masculino: isso seria um logro, seria uma perda para a mulher; não porque ela seja mais, ou melhor, mas porque é diferente.

A mulher está destinada a levar à família, à sociedade civil, à igreja, algo de característico, que lhe é próprio e que só ela pode dar: sua delicada ternura, sua generosidade incansável, seu amor pelo concreto, sua capacidade de intuição, sua tenacidade...

Não é sem motivo que diz um provérbio chinês que: "Cem homens podem montar um acampamento, porém é preciso uma mulher para formar um lar".

Só mesmo a uma criatura de valor especial seria a quem o Criador concederia o poder de criar gente dentro de si. E, não satisfeitas em criar a vida elas insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra, completa, harmoniosa, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral.

E como não ter orgulho de pertencer a este contingente que teve como principal mestra a nossa Mãezinha do céu? Não, não o poderia.

Dirijo-me então às mulheres, me solidarizando pela data, pela posição de respeito que vêm adquirindo e crescendo gradativamente no cenário internacional e por demais conquistas alcançadas.

Finalmente, é importante frisar que contamos com a ajuda de Nossa Senhora, constante e certa, para seguirmos pelas batalhas que ainda haveremos de travar, retrocedendo quando necessário, na certeza que nosso Pai estará sempre nos abençoando através do amor dela, a mulher da sua vida, a nossa Mãe Santíssima."



Voltar